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Paisagismo: por que priorizar a biodiversidade nativa?
Valorizar as espécies vegetais brasileiras ajuda na preservação ambiental
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O Brasil tem a maior biodiversidade nativa do mundo
A invasão de espécies exóticas causam desequilíbrio nos nossos biomas

O Brasil tem a maior biodiversidade nativa do mundo. Ao todo, nós temos 46 mil espécies vegetais espalhadas por seis biomas terrestres e três ecossistemas marinhos.

Mesmo assim, durante muito tempo o paisagismo importou espécies do exterior para compor jardins e áreas verdes. Cerejeiras, magnólias e azaleias são algumas das plantas comuns por aqui, mas que não fazem parte da nossa flora.

“O Brasil é o país que tem a natureza mais rica do mundo. Cerca de 20% das espécies vegetais do mundo são nossas. A cada dois dias, uma nova espécie é descoberta no país, mesmo com a pouca pesquisa que desenvolvemos na área”, comenta o paisagista e botânico Ricardo Cardim, da Cardim Paisagismo.

O especialista lamenta que, por muitas décadas, o paisagismo brasileiro valorizou espécies exóticas muito mais do que as nativas. “Cerca de 90% da vegetação usada em paisagismo e vegetação urbana é de origem estrangeira. Mesmo o nosso país sendo tão rico em natureza”, afirma.

 

Por que evitar plantas exóticas?

Felizmente, assim como Cardim, outros profissionais da área têm questionado o uso de espécies exóticas e se comprometido a trabalhar somente com a biodiversidade nativa.

Essa mudança é importante culturalmente e também para o meio ambiente. A importação de vegetais têm um impacto preocupante nos ecossistemas locais.

Quando o paisagismo segue padrões estéticos de outros países e regiões, o que temos é uma invasão de espécies exóticas que causam desequilíbrio nos nossos biomas. Elas competem com as plantas nativas e acabam contribuindo com o desaparecimento de espécies não só da flora, mas também da fauna.

Outra consequência negativa do uso de plantas exóticas em jardins e áreas verdes é a manutenção mais difícil. Para criar as condições ideais para a espécie exótica se desenvolver, é gasta uma quantidade muito maior de água. Já a biodiversidade nativa, por estar adaptada ao clima, demanda menos irrigação e menos cuidados específicos.

Como impacto do uso de espécies exóticas em projetos de paisagismo está, também, o desconhecimento da população sobre a vegetação da própria região. Quando a biodiversidade nativa é valorizada no paisagismo, torna-se popularmente mais conhecida e, consequentemente, mais respeitada e preservada.

Biodiversidade nativa: algumas espécies

Quer cultivar um jardim sustentável, prático e que respeite a biodiversidade nativa? Aqui vão algumas espécies tipicamente brasileiras e que vivem em regiões de Mata Atlântica:

● Açucena

● Begônia

● Bromélia

● Filodendros

● Helicônia

● Hibisco

● Ipê

● Jabuticabeira

● Manacá

● Margarida

Residenciais sustentáveis que respeitam a biodiversidade nativa

A Artesano Urbanismo nasceu do desejo de criar um novo conceito de viver bem, reintegrando o ser humano à natureza. Por isso, nossos projetos autorais contam com o trabalho do paisagista e botânico Ricardo Cardim, da Cardim Paisagismo.

“Recuperar a biodiversidade nativa na vida das pessoas e valorizá-la culturalmente é uma missão muito forte da Cardim Paisagismo, e encontramos na Artesano a parceria ideal para isso”, afirma o paisagista.

A prioridade de Cardim, ao desenvolver projetos, é preservar a Mata Atlântica e o Cerrado, resgatar serviços ecossistêmicos, diminuir temperaturas, aumentar a umidade do ar, reduzir barulho e atrair a fauna. “A gente acredita que é possível trazer essa riqueza incrível da natureza brasileira pra vida das pessoas”, conclui.



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